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21 de fev. de 2011

Orientações sobre o tratamento dialítico: A água



A água do nosso organismo é eliminada 90 % pelos rins e 10% pela respiração, pele e fezes. Assim, quem não urina e bebe água, vai acumulá-la, aumentando o peso.
O que fazer então? Equilibrar a entrada e saída de água, ou seja, se a quantidade de urina é de 500 ml, o paciente só pode beber 500 ml de líquidos. Mas atenção, todos os alimentos têm água. Alguns, praticamente, só têm água, como as frutas. Outros têm 50% de água quando cozidos, como feijão, arroz, legumes, grãos e massas. Esta água deve ser somada também. A água é um grande risco para quem não urina, pois cria muitas complicações e alguns pacientes podem perder a vida nestas complicações.
Algumas das complicações do excesso de água são: tremores, tonturas, náuseas, dores de cabeça, hipertensão, falta de ar, edema generalizado, insuficiência cardíaca e edema agudo de pulmão. Se o doente renal crônico urinar menos de 500 mililitros por dia, deve abandonar os copos grandes, usar aqueles para vinhos ou mesmo os pequenos copos para licor. As frutas podem ser consideradas como água pura ingerida.
Quando, no verão, a sede é muito grande, chupar pequenos cubos de gelo feitos com água pura: a água pura gelada "mata" mais a sede do que qualquer outro tipo de líquido.
Se gostar de água mineral com gás, também pode tomar, com moderação.


16 de fev. de 2011

Principais Medicações utilizadas na Doença Renal Crônica

     A Doença Renal Crônica é uma doença  que depende do trabalho simultâneo da equipe de saúde, família e paciente.
     A Terapia Renal Substituitiva não substitui todas as funções renais, e por este motivo são necessárias medicações, na maioria dos casos.



Anemia Secundária à Doença Renal Crônica


    A produção insuficiente de eritropoetina (EPO) é a causa predominante de anemia em paciente com doença renal em estágio terminal. Estágio este que existe a necessidade do tratamento dialítico.

    O paciente apresenta sinais e sintomas característicos do quadro de anemiafadiga, dispnéia, tontura, distúrbios de sono, intolerância ao frio, cefaléia, palidez cutânea, entre outros.

    Uma das formas de tratamento da anemia secundária à doença renal crônica é a aplicação de eritropoetina subcutânea de uma a três vezes por semana, de acordo com a avaliação médica.

     É de suma importância o rodízio das áreas de aplicação.

    São estes:  braço;coxa;abdome e região glútea.

 


     E também é utilizado suplementos de ferro  para auxiliar no controle da anemia.

     Vejamos  algumas das medicações utilizadas pelos portadores de doença renal crônica:


# anti-hipertensivos – a pressão sanguínea é alterada, na maioria dos casos, devido   a falência renal. O acúmulo de líquidos e das substâncias tóxicas retidas no corpo nos intervalos entre as diálises também desfavorecem o controle da pressão, sendo necessário o uso de medicações.

# quelantes de fósforo – os rins tem dentre as suas funções,  mantém os ossos fortes e sadios através do balanceamento de cálcio e fósforo. Quando os rins falham, a diálise remove uma parte a mais do fósforo. Por este motivo os quelantes de fósforo são utilizados.

     Siga correta e rigorosamente as orientações da equipe e a prescrição de medicamentos de seu médico.


5 de fev. de 2011

Cuidados com Potássio


                    Cuidados com o Potássio na Doença Renal Crônica

                  Na Doença Renal Crônica os rins diminuem a capacidade de eliminação do potássio, por este motivo deve-se ter cuidado com os alimentos que possuem grande quantidade, pois o excesso de potássio no sangue pode prejudicar e/ou enfraquecer o coração.
                   A quantidade de potássio na alimentação deve ser controlada quando houver aumento do nível de potássio no sangue.


                 
                    
                   Orientações para diminuir o Consumo de  Potássio

                   # Não utilize a mesma água onde foram cozidos os legumes e verduras no preparo de sopa, pois esse caldo é rico em potássio;
                  
                   # Lembre-se de que as batatas, antes de serem fritas devem ser cozidas sem casca em bastante água;

                   # Não esqueça que se os alimentos que contém pouco potássio forem utilizados em grande quantidade, o total de potássio  consumido passará a ser muito elevado;

                   # Algumas frutas com maior quantidade de potássio podem ser consumidas em forma de refresco, pois dilui a  concentração;

                   # Não utilize caldas de compotas de frutas, pois contém muito potássio;

                   # Não prepare verduras ou legumes no vapor, pois nessa forma de cozimento não diminui a quantidade de  potássio do alimento.

                   Em caso de dúvidas, nos envie um e-mail para maiores esclarecimentos com a Nutricionista.


 Vilma Nascimento
Especialista em Nutrição Clínica
Pós-graduada em Nutrição Renal

31 de jan. de 2011

O que é DRC?


 A Doença Renal Crônica (DRC), ou também conhecida como insuficiência renal crônica, consiste em lesão renal e geralmente perda progressiva e irreversível da função dos rins. Esta doença não tem discriminação de idade, raça ou sexo.
Os nossos rins estão localizados na parte de trás do abdômen com forma similar a 2 feijões.
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Mas qual é a sua função??? São muitas, dentre elas: filtração de todos os líquidos corporais com a produção de urina; excretar substâncias tóxicas endógenas oriundas do nosso metabolismo (uréia e a creatinina);
excretar substâncias exógenas (medicações, antibióticos, aditivos químicos e drogas); manter o equilíbrio de eletrólitos no corpo humano(sódio, potássio, cálcio, magnésio, fósforo, bicarbonato, hidrogênio, cloro e outros);
regular o equilíbrio ácido-básico; r
egular a pressão e o volume de líquido corporal; regular a composição sangüínea de células vermelhas;
regular a nutrição de ossos e dentes e a
produção de hormônios.
 A doença renal pode ocorrer tanto na infância, quanto na fase adulta e por este motivo que o acompanhamento médico ( com o Nefrologista) é de grande importância.
Alguns sintomas nos informam que algo de errado acontece  na nossa saúde renal, tais como:
- Inchaços freqüentes (pernas e pés);
- Alterações no aspecto da urina ( cor de coca-cola, sanguinolenta, espumosa);
- Excesso de urina;
- Pouca urina e ardor ao urinar;
- Palidez constante;
- Aumento de pressão arterial, náuseas e vômitos;
- Boca seca;
- Ossos e dentes muito frágeis ou sensíveis;
- Dores lombares.

            Algumas pessoas não apresentam nenhum sintoma de alteração da sua função renal, principalmente na fase inicial, por este motivo duas análises laboratoriais  de extrema importância são utilizadas para o diagnóstico:

- Dosagem da creatinina sanguínea;

http://www.cfae.com.br/noticias35.htm



- Análise de urina.



Com estes é  analisado se as substâncias endógenas tóxicas estão sendo eliminadas corretamente e se  ocorre a presença de elementos anormais e sedimentos na urina, respectivamente.